Dor e tristeza: Jovem é morto durante assalto após ladrões rejeitarem marca do celular dele e… Ver Mais

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Uma onda de choque e indignação tomou conta da Zona Sul de São Paulo. O jovem Gabriel Souza Bueno, de 25 anos, perdeu a vida de forma brutal durante um assalto na noite de quarta-feira (27), no bairro Capão Redondo. O crime choca não apenas pela violência, mas por um detalhe bizarro que revela a frieza dos criminosos.

Gabriel estava andando de moto com sua esposa, Lívia Alexandre da Silva, quando foram fechados por dois homens armados. As vítimas não reagiram e entregaram tudo o que tinham: alianças, luvas e os aparelhos celulares. Foi nesse momento que aconteceu o absurdo.

Frieza inexplicável: Ao pegar o celular de Gabriel, um dos assaltantes olhou para o aparelho, percebeu que não era da marca Apple (iPhone) e, com desdém, devolveu o telefone para o jovem. Logo em seguida, ordenou que o casal corresse e deixasse a moto para trás.

Executado pelas costas: O desespero na hora da fuga

Apavorados com as ameaças, Gabriel e Lívia tentaram correr para se salvar. Foi nesse momento de puro desespero que os criminosos começaram a atirar. Gabriel foi atingido covardemente pelas costas.

Uma testemunha que dirigia uma Fiorino ainda tentou avançar com o veículo para cima dos assaltantes na tentativa de salvar o casal, mas os bandidos conseguiram fugir levando a moto da vítima, que mais tarde foi encontrada abandonada em outro bairro da região.

Gabriel foi socorrido e levado às pressas para o Hospital M’Boi Mirim, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos. A esposa sofreu apenas ferimentos leves pelo corpo, mas está psicologicamente destruída. O caso foi registrado oficialmente como latrocínio (roubo seguido de morte).

Luto e revolta: Vítima completava um ano de casado e ajudava crianças com câncer

A morte de Gabriel interrompe uma vida cheia de sonhos. O jovem havia acabado de celebrar o seu primeiro ano de casamento. Nos bastidores da família, o clima é de completo desespero. “A mãe dele não tem condições de falar, está à base de sedativos e calmantes. A gente só quer justiça”, desabafou a madrasta do jovem, Jéssica Batista.

Além de trabalhador, Gabriel era muito querido por sua atuação na ONG Galera do Bem SP. Ele dedicava suas horas livres para ajudar idosos e levar um pouco de alegria para crianças em tratamento contra o câncer.

Amigos de infância e companheiros de projeto social usaram as redes sociais para lamentar o que chamaram de uma “perda irreparável”. O velório e o sepultamento do jovem mobilizaram a comunidade em Itapecerica da Serra, sob forte clima de protesto contra a violência desenfreada que assola a capital paulista.

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